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sexta-feira, julho 5

Vê-se

Sentir e saber que poderia partir
Sair daqui como um eco sem fim
E deixar
Deixar cair o sonho
Cair das cinzas
Da água e do ar pueril
Deixar os dias, a sorte e os passos
 
Pelo tempo da passagem
O fim da corrente arrastada

Faltaria a mesmice, o lago parado
Faltaria ainda descobrir-se
O amor se fazendo da vida
Da vontade de voar
Faltaria o amor, a mentira e a vontade de voar
 
Terminar como se está, sem acabar
Nem mais ter valor qualquer nome ou qualquer dor




quarta-feira, agosto 4

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Morte

Seguir em frente...
Saudades e nenhuma conformação sobre o que julgamos deixar de existir.
A existência segue sendo como aqui e só e assim partir é deixar de pertencer.
Mas de onde se é? É uma compreensão louca.
Concepção de ideias e ideais.
Mesmo sendo a convicção uma Dama de difícil conquista.



Vago lento nesse abstrato em busca de revelações discretas próprias da curiosidade.
Talvez considere algo tão próximo como são os sonhos onde vozes eternas ecoam sugestões e contam sobre mistérios e milagres.
Nada sei.
Mas não é simplesmente o fim.




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